
O pano amarrado por suas extremidades marca um paralelo no horizonte e convida a outro universo. Com os pés, de leve, balanço no ar e dou partida a uma viagem de sensações...
A luz que chega com o fim da tarde por entre as nuvens, tinge em tons de amarelo o cenário monocromático e a ponta de cada folha de árvore. Um verde mais claro veste todo o entorno até o limite denso da mata fechada.
Com força, impulsiono meu corpo pro lado oposto - oposto e acima das mesmas nuvens que escondem o calor redondo do restante do céu. Logo que me encontro no lugar desejado, estico o pescoço e, em estado de êxtase atordoante, me vejo cega diante da explosão de um branco ensurdecedor. Saio do meu corpo sem perceber e me projeto na continuação do movimento primeiro. O reflexo de imediato ao susto é fechar os olhos. Fica mais fácil de me achar no escuro. E assim o faço, só que agora na descida. O que antes etéreo, dessa vez soma com maior peso à boca do meu estômago (não vejo a hora de concluir a trajetória errante deste arco!). Sinto a mudança de temperatura no meu rosto e depois de completamente estática, nos confins do meu corpo. Um instante de relógio, mas uma pequena eternidade em mim.
Huuumm...dessa vez você exagerou...nas palavras!
ResponderExcluirE que bom que pareçe exagero! Tive a impressão que viraste bailarina para descrever com tanta propriedade uma trajetória de arco, mas mais do que bailarina acho que você exagerou e acabou de tornar-se uma acrobata-bailarina que em pleno devanio de sensações e linguistica apuradas não ficou tonta depois de tão perpendicular arco! Tontos ficamos nós os leitores-fãs que nos abrigamos aqui mesmo que chovam canivetes e que o amarelo não quebre a mesmice monocromática.
Parabéns Gabi!
Talvez o mais enigmático e surreal dos seus textos, talvez o mais simples e objetivo de todos. Mas eu acho que o compreendi como uma sensação de movimento lúdico; dentro, um grande tornado, fora, apenas um "balançar".
ResponderExcluirAdélia, Adorei seu comentário e principalmente o carinho com as palavras! Obrigada!
ResponderExcluirElisa, Gostei muito da sua síntese sobre o texto e acho que foi mesmo isso, mas o fiz sem saber o q seria ;) hehe Bjinhos às duas