segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Tempo

Será agora o momento?

Em quanto tempo?

Poesia é vento.


Enquanto penso, não escrevo

E a poesia é

Vento

Lendo, bebo.

Sendo, vejo.

Escrevo, duvido

Escrevo.

É seca a terra

E deito nela

À espera,

À espreita.

Lenta faz-se a colheita.


(em março de 2008)

4 comentários:

  1. Gostei muito, minha amiga.

    bjos, com carinho.
    Bia

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  2. Gabi, as vezes tu é meio surreal rsrs! Mente inventiva é isso! Com certeza tinha mais que leite na mamadeira rsrsrs.

    Tô brincando, achei lindo o poema e a forma de organizá-lo...sempre alerta e a espreita de mais!

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  3. só pelo espaço lindo que é esse seu blog eu não poderia não voltar, mas fiquei encantado com sua gentileza e simpatia, aí não teve jeito, tive que voltar o mais rápido possível :)

    então fui lendo alguns textos com calma e resolvi fazer um breve comentário sobre este. antes gostaria de dizer que o faço emocionado/encantado pelas palavras que encontrei aqui. Gabriela, parabéns!

    este seu poema é de uma leveza incrível, realmente remete ao vento. um vento que não apenas leva como também trás. um vento que não só envolve, mas também revela, descobre, desnuda. um vento que passa intacto ao tempo, pois não se deixa arranhar pelo que fica, porque nada fica diante de seus olhos; seu passar absorve, carrega, se completa. esse vento é irmão das coisas indizíveis, pai e filho do que sentimos e pensamos, está ligado direto ao que não conseguimos nomear, mas quando o espreitamos com calma, pois lenta é sua colheita, descobrimos seu nome, seu nome é poesia! o sopro que vem da gente. Espero que sopre muita poesia pelos seus caminhos.

    Beijos,
    Geraldo.

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