terça-feira, 11 de maio de 2010

Sobre Trajetórias

AMOSTRA de Teatro

Tema: Trajetória

18/05 às 20hs

Sesc Tijuca

De grátis!

sábado, 8 de maio de 2010

Para Elas*


amor que se dedica
amor que não se explica
até quando se vai
parece que ainda fica
olhando você sair
sabendo que vai cair
deixar que saia
deixar que caia

por mais que vá sofrer
é o jeito de aprender
e o teu caminho
só você vai percorrer

se você vence, eu venço
se você perde, eu perco
e nada posso fazer
só deixar você viver

enchemos a vida de filhos
que nos enchem a vida

um me enche de lembranças
que me enchem de lágrimas

outro me enche de alegrias
que enchem minhas noites de dias

outro me enche de esperanças e receios
enquanto me incham
os seios

só olhar você sofrer
só olhar você aprender
só olhar você crescer
só olhar você amar
só olhar você...

*Música de Alzira Espíndola e Letra de Alice Ruiz
http://www.mpbnet.com.br/aliceruiz/discografia/paralelas/para_elas.htm

terça-feira, 27 de abril de 2010

Sacradança

Quase duas horas desde que soou o último acorde e cá estou eu, apenas em corpo, sem saber bem o que pensar do que pensava, o que dizer do que sentia ao notar as mesmas paisagens e pessoas, os mesmos olhares e sentidos. A música densa de Thiago Amud vinca caminhos nunca antes descritos. Por vezes a sensação é de total desconstrução dos sons e palavras usuais. Em outras, a poesia rasga a retina e ilumina uma película amudeana num tom avermelhado - virgem a olhos nus. Cada nota, um espasmo que nos salga e condena. Em oposição, conforta-nos a altura da angélica voz, mesmo que indagando sobre um possível fim. Vê-se, por certo, um começo: Sacradança.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Mãos à obra!

As palavras preenchem os espaços da tela e do meu corpo. Todas elas juntas desenham imagens fortes que aguçam ainda mais o meu olhar sobre este mundo. Escrever me faz enxergar melhor não só o que me cerca, mas, principalmente, entender os sentimentos que me movem neste exercício. O exercício do auto-conhecimento... ou será do ilusório desconhecido?

A inquietude diante do mundo e seus porquês é a energia-móvel deste ideal solitário. O que procurar? Não importa, desde que continue buscando. Pelo caminho já vi e descobri tanto quanto nunca poderia imaginar. Não ousaria duvidar de mim. O primeiro passo, mesmo tímido, desvela uma tentativa, do contrário, teria apenas negativas. Como me inspirou Millôr Fernandes: “Quem começa já fez.” Mãos à obra!