segunda-feira, 11 de junho de 2012

A carioca de Minas


A cidade respira “uais”
E me pergunto os porquês
De não veres os sinais

Teus olhos embaçados de passado
Tua boca num sorriso congelado
Diz, sem cuidado – estás nua.

Como este céu carregado de chuvas,
São tuas as poeiras da fachada
Que mascaram vias inteiras
Escoas a vida pelas ladeiras

Um tropeço nas correntes
E logo segue em frente
Rumo ao nada
Voltas pra casa       

 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

De volta


Passo apressado finge não sentir o frio que atravessa a meia e molha os pés. Não lembro de clima parecido no Rio.

Sentido contrário é o meu destino. Brigam corpo e vento na dança enviesada.

Cansada, sento num café e espero o som agudo passar, como os carros. Seco na vitrine acompanhada de açúcar e virtuais afetos.

Restam apenas os rios de chão quando abro o encurvador de chuva e desenho o caminho de volta pra casa.                                          

 

                                

terça-feira, 3 de abril de 2012

Parlendas

"sete e sete são catorze
com mais sete vinte um
e dos nove quero a prova:
denominador comum." (Kadu Mauad)

- continua!

- eu?

- é, e não saia pela tangente!

- aff... só você mesmo!

"pirulito que bate bate
bate tanto que já furou
água doce acalma a alma
mar de dentro nunca secou." (Gabi)

quarta-feira, 28 de março de 2012

domingo, 25 de março de 2012

1 + 1 = 3

Frágil segurança estanca

O sentimento

Choro por dentro

Olhar vazio

Peito cheio

De nós

Eu, tu, eles

Emaranhado-coração

Frio não

Despe(r)dida

Doce ilusão

Três vidas- uma equação


Amor dormente

Espera sinal

Segue vivendo

Em vão

São

Espelhos - reflexos do medo

Erro

Meu