- Desculpe não falar com você. Estou com vergonha do meu corpo.
- Tudo bem. Só queria dar um oi.
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- Me sinto uma estranha neste lugar.
- Quem é você?! O que está fazendo aqui?!
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- Não posso sentir nada por você.
- Eu sei que você me ama.
- Eu te amo.
- Eu me amo mais.
- Eu me odeio por te amar (chora)!
- Tenho medo de me envolver.
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- Não repare no meu aparelho! Não repare no meu aparelho!
- Nossa, o que é isso?! Ops. Disfarça... não olha, não olha!
- Merda, ele viu!
domingo, 30 de agosto de 2009
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Nostalgia
Nesse chão que já foi tão seu
Da estação colorida
Dos confetes e purpurinas
Que cobriam o céu mais azul,
O semblante sereno
Lembrava um sonho de mentira
Criado pela alegria de te ver
Se o tempo, em ventura, parasse
E com ele a melodia da canção,
Tudo ficaria claro
Como lágrima corrida,
Agora contida,
No brilho do seu olhar.
(agosto de 2008)
quinta-feira, 2 de julho de 2009
A Dama do Flamengo
O passo apressado descansa no aconchego do sol de outono enquanto o ônibus não vem.
A demora um tanto aflita é interrompida pela imagem que vinha ao longe. Não a identifica de imediato, mas logo percebe tratar-se de uma mulher esguia atravessando a rua e caminhando em sua direção.
O chapéu azul claro de lado esconde o cabelo negro e um vestido longo preto com detalhes em vermelho faz lembrar dona Maria Padilha, mas não é o caso. Uma bolsa a tiracolo e seu andar outro apontam para uma dama antiga, daquelas raras hoje em dia.
Conforme se aproxima, esboça algumas palavras - aleatórias.
É preciso pouca distância para notar o engano: as curvas delicadas do seu corpo e a pele alva como a claridade daquela manhã, desfiguram-se rapidamente em músculos e manchas.
O que antes balbuciava, agora, defronte à menina, pergunta. Nem bem ouve o som da sua voz e logo se espanta com o único dente daquela boca. As mãos grandes seguram a bolsa e debaixo das unhas pode ver sangue. Repete então, secando a menina dos p
és à cabeça: “você tem uma moeda?” De cabeça baixa procura não encarar a transfigura e, com medo, só consegue balançá-la para os lados, em sinal negativo.
Tal qual seu corpo, logo o olhar se modifica e, após encará-la novamente, diz com leve alteração na voz: “você é digna de pena!” e sai andando pela orla do Flamengo.
O barulho do ônibus que encosta na calçada desperta a menina atrasada que sobe as escadas com pressa para não perder seu compromisso.
A demora um tanto aflita é interrompida pela imagem que vinha ao longe. Não a identifica de imediato, mas logo percebe tratar-se de uma mulher esguia atravessando a rua e caminhando em sua direção.
O chapéu azul claro de lado esconde o cabelo negro e um vestido longo preto com detalhes em vermelho faz lembrar dona Maria Padilha, mas não é o caso. Uma bolsa a tiracolo e seu andar outro apontam para uma dama antiga, daquelas raras hoje em dia.
Conforme se aproxima, esboça algumas palavras - aleatórias.
É preciso pouca distância para notar o engano: as curvas delicadas do seu corpo e a pele alva como a claridade daquela manhã, desfiguram-se rapidamente em músculos e manchas.
O que antes balbuciava, agora, defronte à menina, pergunta. Nem bem ouve o som da sua voz e logo se espanta com o único dente daquela boca. As mãos grandes seguram a bolsa e debaixo das unhas pode ver sangue. Repete então, secando a menina dos p
és à cabeça: “você tem uma moeda?” De cabeça baixa procura não encarar a transfigura e, com medo, só consegue balançá-la para os lados, em sinal negativo.Tal qual seu corpo, logo o olhar se modifica e, após encará-la novamente, diz com leve alteração na voz: “você é digna de pena!” e sai andando pela orla do Flamengo.
O barulho do ônibus que encosta na calçada desperta a menina atrasada que sobe as escadas com pressa para não perder seu compromisso.
*Foto de Elisa Gaivota.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Outro Tempo *
E se o chão abrisse inteiro?
Adiantaria o tempo em mim?
Desfazer mais que perfeito
Em tom imperativo: É sim!
Mas diz pra quê tentar?
E se o início fosse o meio?
Antes nunca agora sempre aqui
Da janela vivo um tempo noutro tempo que perdi
Que esse dia não é só dia, é noite e dia, não tem fim
E traz..
A paz sem cor
Que não se quer nem cantada assim.
* música composta em 02/06/2009
Adiantaria o tempo em mim?
Desfazer mais que perfeito
Em tom imperativo: É sim!
Mas diz pra quê tentar?
E se o início fosse o meio?
Antes nunca agora sempre aqui
Da janela vivo um tempo noutro tempo que perdi
Que esse dia não é só dia, é noite e dia, não tem fim
E traz..
A paz sem cor
Que não se quer nem cantada assim.
* música composta em 02/06/2009
domingo, 31 de maio de 2009
Cotidiano sem pressa
Sono, cansaço, olheira
Corpo pesa, desanda
Pára. Respira.
E volta
E meia
Que em cima não dá
Por baixo é certa
Moléstia
De vida
Obriga, carrega, castiga
Mais dia, menos dia
Me deixo,
Sem nome
Sobre nome
Codi nome
Me vejo,
Sem saltos
Sob as marcas dos saltos
Cotidianos com pressa
Corpo pesa, desanda
Pára. Respira.
E volta
E meia
Que em cima não dá
Por baixo é certa
Moléstia
De vida
Obriga, carrega, castiga
Mais dia, menos dia
Me deixo,
Sem nome
Sobre nome
Codi nome
Me vejo,
Sem saltos
Sob as marcas dos saltos
Cotidianos com pressa
terça-feira, 26 de maio de 2009
Retratos Urbanos
. uma exposição de Elisa Gaivota .. 01 a 12 de junho no Centro Universitário Moacyr Sreder Bastos
(end. Rua Engenheiro Trindade, 229 - Campo Grande)
. 15 a 26 de junho na Fundação Unificada Campograndense - FEUC
(Estrada da Caroba, 685 - Campo Grande)
. 29 de junho a 10 de julho na Lona Cultural Elza Osborne
(estrada Rio do A, 220 - Campo Grande)
Realização: Elisa Gaivota e Ferrari Comunicações.
Contatos: (21) 9166-9215.
Marcadores:
Elisa Gaivota,
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