domingo, 10 de abril de 2011

Viva a OSB!



Vaiado por quase 20 minutos, Roberto Minczuk se retira do palco do Theatro Municipal neste sábado 9 de abril de 2011. Tudo por conta de abuso de poder que resultou na demissão de 44 músicos da OSB. Artistas de todo o mundo se manifestaram em repúdio à FOSB, responsável pelo fascismo instaurado na instituição!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Vida que não segue

Limpei a folha de qualquer rabisco. Seria a melhor forma de dar vazão ao emaranhado de ideias, linhas, pó, crostas encardidas por debaixo do móvel lustroso e vazio que me tornei?

Queria que me conhecesse como sou. Como fui? Clara, não mais que translúcida. Viva, demais pra uma cova. Santa, libido rubra acesa em romaria.

E lá se ia mais um dia sem que te visse desnuda. Tardia angústia me acometesse. Fosse aquela que desejava? Amasse aquilo que te movia? Perdesse a mim porque queria?

Era livre e nem mesmo sabia. Insistia nos antolhos do teu sorriso. Em gesso, o coração não mais sentia (deu pra me contrariar).

Foi preciso congelar tua vida pra saber quem realmente eras. Quem sou? Suspiro preso no peito, espelho sujo no leito, caminho torto qual vento.

Vida que não segue.

Piso a terra, risco teu céu.


* foto de Ana Khel

terça-feira, 15 de março de 2011

Ela

As palavras embaralham e esfarelam próximas à minha retina. De conteúdo sobra apenas um grande nada ecoando na mente. A imagem projetada, por sua vez, é viva e latente: é dela.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

O que é tristeza pra você

Estou apaixonada por este site e gostaria de compartilhar com vocês!



http://www.oqueetristezapravoce.com.br


Bjos

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Geleia Moderna


Pra quem não ouviu o programa de sábado (19) na Rádio Roquette Pinto, segue o link.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Causos

Há poucos dias um concurso me fez relembrar momentos da minha infância e aproveito este espaço pra dividir alguns deles com vocês.
As férias tinham sempre um lugar garantido: o sítio dos meus avós maternos em Simão Pereira - MG. Todo ano, minha avó Iracema e meu avô Nelson recebiam a mim, minha irmã Mariana e meu primo Bruno. Eram meses sem ver nossos pais e quando chovia, nem por telefone dava pra falar. Mas quem se importava? O dia passava e nem percebíamos, entretidos com os porcos, peixes, vacas, cachorros (mesmo com medo) e, quando não, fazendo bichinhos de barro ou na massa de pão do vovô.
O Sol servia pra secar a roupa no varal improvisado com pau de eucalipto, pra bronzear nossa pele depois do banho de mangueira e até pra cozinhar o macarrão na panela de brinquedo.
Este causo começa quando Mari e eu pegávamos os ovos do dia pra minha avó. O meu primo tinha um galo bravo (o único do galinheiro) e por isso, Mari levou um pau pra nos defender e eu fiquei com a cesta pra carregar os ovos. Entramos devagar e quando já estávamos bem perto, o bicho danou a correr atrás da gente!!! Rs. Minha irmã foi na frente (com o pau) e fechou o galinheiro... comigo DENTRO!!!!